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Inovação – Principais Conceitos

Inmetro, Inovação e Indústria

Destruição criativa – Conceito desenvolvido por Joseph Schumpeter, diz respeito à substituição de antigos produtos e hábitos de consumo por novos no processo de desenvolvimento econômico.

Inovação aberta – Em inglês, open innovation, é um termo cunhado por Henry Chesbrough, que trata da possibilidade de as indústrias e organizações promoverem projetos, atividades, processos e pesquisas abertos, com o intuito de criar novos produtos ou aperfeiçoar os já existentes.

Tríplice hélice – A abordagem foi desenvolvida por Henry Etzkowitz e Loet Leydesdorff. Diz respeito às relações entre universidade, empresas (setor produtivo de bens e serviços) e  Governo (setor regulador e fomentador da atividade econômica), visando à produção de novos conhecimentos, à inovação tecnológica e ao desenvolvimento econômico. No contexto da tríplice hélice, compreende-se a inovação como processo resultante da interação complexa e dinâmica desses setores, quanto à produção científica e tecnológica, e quanto à pesquisa e ao desenvolvimento.

Trajetória tecnológica – Deve ser compreendida sob a perspectiva evolucionista, que defende a ideia de ciclos econômicos para descrever a evolução de novos paradigmas tecnológicos. Consiste no padrão das atividades de solução de problemas, a partir de um paradigma tecnológico. Destaca a importância das inovações incrementais no processo posterior a cada inovação radical.

Institucionalização – A teoria desenvolvida por Douglas North compreende o conceito mediante a interdependência entre estruturas econômicas e políticas, num complexo que envolve ideias, valores, padrões éticos e dogmas.

Rede – De acordo com Manuel Castells, as redes consistem em cenários de relações mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação e de estruturas sociais definidas pelas possibilidades desse novo lócus.

Paradigma tecnológico – Diz respeito ao surgimento de um novo sistema tecnológico, que envolve todo o setor produtivo e traz referências totalmente novas ao processo de produção. Acarreta, portanto, mudanças culturais e estruturais, requerendo novos processos de regulação e novos formatos de negócios. Há inúmeros exemplos de inovações que suscitaram novos paradigmas, como é o caso do surgimento do motor a vapor, dos computadores pessoais, dos automóveis, etc..

Revolução tecnológica – Pode ser vista como uma grande mudança no potencial da economia, abrindo um vasto espaço de inovação e oportunidade de criação de riqueza, com o fornecimento de um novo conjunto de tecnologias genéricas associadas, infraestruturas e de organização de princípios que podem aumentar a eficiência e eficácia de todas as indústrias e atividades.

Inovação incremental – Ou inovação de sustentação – está relacionada ao melhoramento de uma inovação radical.

Inovação radical – Ou inovação de ruptura – refere-se à criação de um produto totalmente novo, com sucesso no mercado.

Path dependence – Em português, dependência da trajetória, diz respeito ao efeito de restrição das escolhas realizadas no momento de formação das instituições e das políticas que a balizaram. Tais processos exercem um efeito de constrangimento sobre o seu futuro desenvolvimento, em razão da tendência inercial das instituições.

Catching up – O termo, em inglês, significa alcançar, equiparar-se, recuperar o tempo perdido. Em termos econômicos, diz respeito ao crescimento rápido de países considerados tecnologicamente menos desenvolvidos, que podem crescer a taxas maiores, num sentido de alcançar o nível de desenvolvimento dos países avançados. O caso da Coreia do Sul ilustra, de forma clara, o conceito, já que o país passou, em apenas quatro décadas, de um estágio de subdesenvolvimento, analfabetismo e pobreza, a uma posição de liderança e competitividade no mercado internacional.

Inovação e Desenvolvimento – A ideia de catching up deve combinar potencialidades do sistema de inovação tanto com o avanço tecnológico quanto com noções de bem-estar social, distribuição de renda e inclusão científica. Nesse sentido, a inovação estimula o desenvolvimento e a competitividade num sentido amplo, representando um dos fatores decisivos para alcançá-los.

Sistema Nacional de Inovação – Um sistema nacional de inovação constitui-se de uma rede de instituições cuja interação gera, difunde ou modifica novas tecnologias. Sendo a inovação seu ponto central, pode ser avaliado mediante indicadores econômicos.

O conceito de inovação varia, a depender de autores, escolas e linhas interpretativas. Normalmente, está associado à noção de mercado e ao sucesso comercial de novos produtos, ideias e serviços. Vejam-se algumas definições: 

De acordo com o Manual de Oslo (OCDE, 2005): Uma inovação é a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas.

Conforme a Lei da Inovação (Lei 10.973/04): Introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social que resulte em novos produtos, processos ou serviços.

Conforme o Novíssimo Dicionário de Economia (1999):  Introdução de novos produtos ou serviços, ou de novas técnicas para sua produção, ou funcionamento. Pode consistir na aplicação prática de uma invenção, devidamente desenvolvida (como o transistor). Também são inovações as novas formas de marketing, vendas, publicidade, distribuição, etc., que resultem em custos menores e/ou faturamentos maiores. Além do grande impacto que podem produzir na própria vida social, as inovações têm um importante papel de estímulo à atividade econômica, à medida que implicam novos investimentos.

 

Referências

ALBUQUERQUE, E. M. “Catching up no século XXI: construção combinada de sistemas e

inovação e de bem-estar social.” In: Crescimento Econômico: Estratégias e Instituições. Rio de Janeiro: IPEA, 2009.

BESANKO, D.; BRAEUTIGAM, R.R. Microeconomia: Uma Abordagem Completa.  Rio de Janeiro: LTC, 2004.

CASTELLS, Manuel (1999). A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra.

ETZKOWITZ, H. “The evolution of the entrepreneurial university.” In: Int. J. Technology and

Globalisation, Vol. 1, No. 1, 2004.

DE JONG, J.P.J.; VANHAVERBEKE, W.; KALVET, T. & CHESBROUGH, H.. Policies for Open Innovation: Theory, Framework and Cases, Research project funded by VISION EraNet, Helsinki: Finland, 2008.

SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia. São Paulo: Ed. Best Seller, 1999.

 

Créditos

Concepção: João Alziro H. da Jornada

Conteúdo: Aline A. Larroyed, Araken A. Lima e Paulo N. Venturelli

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