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Ações em Metrologia Forense como apoio na elucidação de crimes

Materiais de referência certificados na área de identificação humana e metodologias analíticas para emprego e perícias de balística forense, dentre outras ações, como apoio à polícia.

Ações Inovadoras

Materiais de referência certificados na área de identificação humana; quantificação de DNA,Y (utilizado em casos de crimes sexuais e investigação de paternidade) e de genotipagem humana, para identificação de ossadas e criminosos, são algumas das atividades desenvolvidas nos laboratórios de DNA, microscopia e química forense, da Diretoria de Metrologia Aplicada às Ciências da Vida.

Conheça os projetos nessa área:

Projeto: Metrologia e qualidade aplicadas às ciências forenses: Produção de dois materiais de referência certificados de DNA.

Nas últimas décadas foi vista uma notável revolução científica em interpretar e manipular a informação genética com um impacto positivo na elucidação de crimes. Entretanto, a manipulação do material genético exige muitos passos de onde emerge a iminência de erros. Na atualidade, praticamente todos os exames realizados pelas perícias técnico-científicas no mundo estão sendo questionadas quanto à ausência de validação para fins forenses. Por isso, é necessária a utilização de matérias de referencia certificados (MRC) de DNA, afim de avaliar a sinergia das etapas de trabalho e comunicar à sociedade imparcialidade e confiabilidade dos resultados. Para tal, é fundamental o uso de MRC Quantitativo de DNA. Tão importante quanto atestar a qualidade da sinergia dos fatores que afetam o resultado final de uma análise de DNA, é a quantificação deste. As amostras de origem criminal estão, em sua maioria, com baixa concentração de DNA, degradadas e contaminadas, o que pode impedir ou falsear um resultado. Nesses casos o uso do MRC de DNA Quantitativo é mandatório para a exata determinação da concentração de DNA e garantia da qualidade nos ensaios. Concentrações muito baixas de DNA, menos que 0,5 ng/µL podem gerar perfis incompletos, pela ausência ou baixa amplificação de um ou mais marcadores. Por outro lado, concentrações altas podem gerar artefatos como derrapagem da DNA polimerase (strand-slippage), amplificação incompleta de alelos (stutter), desequilíbrio alélico e extrapolação do valor máximo de detecção de florescência dos analisadores genético, o que dificulta a interpretação dos dados. Portanto, a finalidade deste projeto é contribuir no controle de qualidade, validação de métodos e produção de dois materiais de referencia certificados:  MRC de DNA Qualitativo para 13 marcadores de STR humano para fins de identificação humana;  e MRC de DNA genômico Quantitativo.

Projeto: Validação de metodologias analíticas para emprego e perícias de balística forense

Os exames de balística realizados pelas perícias técnico-científicas de todo o mundo têm sido questionados quanto à ausência de validação de suas metodologias. A balística é a área que analisa evidências relacionadas a armas de fogo, tais como exame de funcionalidade de armas e munições, recuperação de número de série adulterado, determinação de trajetória de tiro, identificação de atirador, distância de disparo de arma de fogo e confronto balístico. Assim, a fim de suprir esta lacuna, este projeto visa a validar diferentes metodologias de coleta de resíduos de tiro para análise por microscopia eletrônica de varredura; elaborar um banco de dados de referência, analisando a morfologia e composição química dos resíduos de tiro em munição nacional de diferentes calibres, para auxílio de exames de análises de resíduos de tiro; e realizar um estudo comparativo entre munições para armas leves longas (calibres 7,62 x 51 mm e 5,56 x 45 mm) nacional e importada; e efetuar estudo detalhado sobre a dispersão e deposição de resíduos de armas leves longas.

Projeto: Produção de materiais de referência certificado (MRC) de drogas de abuso

No Brasil, as drogas apreendidas pelas Polícias Civil e Federal precisam ser analisadas nos Institutos de Criminalística nos diferentes Estados rasileiros. Além disso, a pesquisa de drogas ou seus metabólitos no sangue ou na urina, realizada  pelos Institutos Médicos Legais, fornece informações valiosas que subsidiam a investigação criminal no desvendamento de crimes e no apontamento de culpados e inocentes. Entretanto, há atualmente uma preocupação mundial acerca da credibilidade dos resultados emitidos pelos laboratórios de ensaio, o que inclui as análises qualitativa e quantitativa de drogas de abuso, tais como a cocaína, maconha, metanfetamina, flunitrazepam, diazepam, etc. A fim de realizar tais análises, é necessário um padrão de comparação. Para gerar resultados confiáveis e com rastrebilidade metrológica, inclusive como preconizado pela ISO 17025, é necessário que este padrão seja um MRC,  um padrão de mais alta confiabilidade metrológica utilizado para calibração, controle de qualidade, validação de métodos e determinação de exatidão. Assim, a produção no Inmetro  de MRCs  de drogas de abuso proverá à comunidade forense, e também aos pesquisadores da comunidade científica que trabalham na área de química forense, meios para realizarem suas análises de forma confiável, contribuindo para a geração de laudos inequívocos. Atualmente, o Inmetro já trabalha na produção de MRCs de cocaína, flunitrazepam e diazepam, através de acordo de cooperação técnica firmado com o Ministério da Justiça.

 Projeto: Produção de material de referência certificado de pólvora

O método clássico utilizado para identificar resíduos de tiro é através da busca de partículas contendo bário, chumbo e antimônio provenientes da composição da espoleta. A técnica mais aceita e difundida para a realização dessa análise é a microscopia eletrônica de varredura com espectrometria de energia dispersiva. Entretanto, a exposição de atiradores a metais pesados (bário, chumbo e antimônio) e a contaminação do solo e de lençóis freáticos em áreas de estandes de tiro forçaram a indústria mundial de munição a investir em uma solução que culminou no desenvolvimento das novas espoletas chamadas de ambientais ou limpas (munições ambientais). Essas munições não contêm em sua composição os metais pesados bário, chumbo e antimônio, o que impede a identificação de resíduos de tiro por microscopia eletrônica de varredura e pelos métodos colorimétricos. Dessa forma, a fim de se identificar resíduos de tiro,tanto de munições ambientais quanto de munições clássicas, os especialistas têm focado na análise dos resíduos de tiro orgânicos, sendo os principais deles os estabilizantes adicionados à pólvora, um dos componentes da munição. Mesmo após a pólvora detonada, parte dos estabilizantes nela presente pode ser encontrada e considerada resíduo de tiro. Entretanto, para que as análises de resíduos de tiro possam ser feitas com a confiabilidade requerida atualmente, bem como para se obter rastreabilidade metrológica, é necessário um MRC de pólvora contendo estabilizantes. Assim, o Inmetro está atualmente trabalhando na produção de um MRC de pólvora sem fumaça que contém etil centralite com estabilizante. Outros estabilizantes também existem, mas a Companhia Brasileira de Cartuchos utiliza o etil centralite como estabilizante para a maioria das munições fabricadas, o que justifica a escolha do mesmo como prioritário para a produção do referido MRC.

 

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